Assembleia Legislativa aprova criação de oito novos cargos de desembargador no Amazonas
Magistrados e servidor afastados são vinculados ao Tribunal de Justiça do Amazonas. Arquivo/TJAM A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta qua...
Magistrados e servidor afastados são vinculados ao Tribunal de Justiça do Amazonas.
Arquivo/TJAM
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta quarta-feira (16), o projeto de lei que cria oito novos cargos de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A medida deve ser implementada gradativamente a partir deste ano, até 2028.
A votação ocorreu em regime de urgência, durante a sessão desta tarde, e o projeto foi aprovado por unanimidade entre os deputados estaduais presentes.
A proposta, enviada pelo TJAM à Mesa Diretora da Aleam, também prevê a criação de 80 cargos para gabinetes e 24 funções gratificadas.
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O preenchimento das vagas e a contratação dos servidores ocorram de forma gradual até 2028:
2026: 4 novos desembargadores e equipe de servidores;
2027: 2 novos desembargadores e equipe de servidores;
2028: 2 novos desembargadores e equipe de servidores.
Atualmente, o tribunal conta com 26 desembargadores. Com a aprovação, a Corte passará a ter 34 membros. A última alteração na composição do TJAM ocorreu há quase 13 anos.
O caminho para a aprovação
A expansão do quadro conta com parecer favorável do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão fundamentou a recomendação no aumento de 13,49% da população do estado, além do crescimento de 211,5% no volume de novos casos e de 225,5% no acervo de processos pendentes no TJAM.
O órgão concluiu, ainda, que o aumento da despesa com a criação de novos cargos é adequada à lei orçamentária vigente, e que o gasto implementado permanecerá abaixo do limite máximo de 6% previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Dias depois, em 21 de agosto, o texto foi aprovado unanimemente pelos próprios desembargadores antes de ser encaminhado à Aleam.
Durante a sessão do Tribunal Pleno em que houve a votação, magistrados defenderam a medida com base no avanço da demanda processual e criticaram publicações sobre a proposta.
"Quando apresentamos a proposta de aumento, estava prevista a criação das vagas para desembargadores e também de servidores, justamente diante da necessidade após um aumento de 286% de processos no tribunal entre 2020 e 2025", apontou o desembargador Décio Santos.
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